entre Proust e Madeleines

Hoje eu fiz madeleines pela primeira vez :)

Para quem não conhece nem nunca ouviu falar, as Madeleines são bolinhos simples e aromatizados em formato de lindas e delicadas conchinhas. De origem Francesa, existem histórias e mais histórias de seu verdadeiro “nascimento”, achei esse texto no Estadão Online:

A versão mais difundida para a origem das madeleines conta que, em 1755, numa situação de emergência, pois o confeiteiro titular faltara ao serviço, uma jovem empregada da marquesa Perrotin de Baumont preparou a receita da avó para um banquete em homenagem a Stanislas. O ex-rei e então duque de Lorena adorou a novidade e quis conhecer a autora, perguntando-lhe o nome, onde nascera e como se chamava a invenção. Ela disse chamar-se Madeleine Paulmier e revelou ter nascido em Commercy. Como o bolinho não possuía nome, Stanislas o batizou: “Vai se chamar madeleine de Commercy”. No dia seguinte, enviou a novidade para a filha comilona, Maria Leszczynski, mulher de Luís XV, na Corte de Versalhes. Até a morte do duque de Lorena, em 1766, a receita permaneceu secreta. Para alguns pesquisadores, foi Pantaléon Colombé, patriarca de uma família de confeiteiros e padeiros, quem a liberou ao conhecimento público. Segundo o historiador Charles Dumont, as madeleines de Commercy só começaram a fazer sucesso na França em meados do século 19, com a inauguração da estrada de ferro.” (por Dias Lopes)

As madeleines ganharam fama e reconhecimento e fama quando Proust em sua obra “Em Busca do Tempo Perdido” relata sua experiência ao mergulhar um “bolinho conhecido como madeleine” em uma xícara de chá, recuperando assim o sabor da mesma iguaria tomada nas manhãs dominicais de sua infância, e então resgata seus anos de menino e a cidade de Combray. Após a leitura da obra de Proust, aposto que todos sairam correndo para provar essa delícia que deveria ser a madeleine, fazendo com que os bolinhos ganhassem a fama e o coração do mundo inteiro.

Eu ganhei faz um tempinho um livro de receitas e forminhas para mini Madeleines e estava louca de ansiedade para me aventurar! Foram muitas expectativas e como sempre resolvo dar um salto maior que a perna, me esforcei pra não inventar muito e optei pela receita mais básica: Madeleines Doces Tradicionais.

INGREDIENTES

2 ovos

150gr açúcar

150gr farinha de trigo

1 colh. café fermento em pó

125gr de manteiga sem sal (temperatura ambiente)

2 colh. sopa de leite

MODO DE PREPARO

Bata os ovos e o açúcar, até formar um creme macio e mais branquinho. Aos poucos, adicione a farinha e o fermento (melhor misturar os dois antes). Adicione a manteiga e o leite aos poucos, batendo em velocidade média. Por último adicione a essência de sua preferência. (As madeleines combinam com essências e também licores ou raspas de casca de laranja e limão.) Deixe descansar 30 minutos na geladeira, coberto por uma tampa ou pano.

Pré-aqueça o forno a 220. Distribua a massa nas cavidades da forma de madeleines, se for de alumínio precisa untar com manteiga e farinha. Eu usei de silicone, então não tem necessidade de untar. Coloque a forma no forno e deixe que assem na temperatura de 220 por apena 5 minutos, em seguida diminua para  180 e deixe maos uns 6 ou 7 minutos. Essa temperatura e tempo seria para as mini madeleines, se fizer as grandes deixe o dobro do tempo.

Essa receita (e também as forminhas) é de um kit super fofo, que vem o livrinho e mais duas forminhas de silicone. Quem quiser, tem na lojinha: Kit Mini Madeleines.

Eu adorei fazer as madeleines, ficaram deliciosas e bem suaves. Elas não ficaram suuuper bonitas, algumas ficaram bem gorduchas…mas para a primeia vez fiquei satisfeita! Eu dei uma pincelada de chocolate derretido, apenas para acompanhar o café da tarde de sábado :)

A próxima vez vou me aventurar a fazer madeleines salgadas, será que vão ficar boas?

3 comentários sobre “entre Proust e Madeleines

  1. Acabei de ler um livro “A MONTANHA, O MAR, A CIDADE, de CARLOS ROSA MOREIRA, um escritor que reside em Niteroi (RJ), e ele faz referências às “madeleines” de Marcel Proust. Eu fui pesquisa no Google e achei referências e agora essa receita. Adorei. Vou ler Proust e fazer as “madeleines” com essa receita. VALEU !!! Angela Ellias.

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